Ambulatório de Acompanhamento ao Bebê de Risco
O Acompanhamento ao Bebê de Risco no Centro de Habilitação Infantil “Princesa Victoria” iniciou-se no ano de 1998, a partir da percepção da equipe da necessidade de detecção e intervenção precoce dos bebês com possíveis desvios do desenvolvimento global, que até então chegavam tardiamente no serviço, com formação de profissionais na UNICAMP, estudo de protocolo e adaptação, visitas as Unidades de Saúde de Rio Claro, visando a divulgação do trabalho e parceria com os médicos da rede pública e privada, para encaminhamento dos bebês. Os bebês eram encaminhados através dos médicos pediatras. Em 2000 foi denominado Programa de Acompanhamento ao Bebê de Risco.
Em 2006 o programa foi reestruturado iniciando-se parceria com a Vigilância Epidemiológica e com o Ambulatório de DST/AIDS – SAE, para acompanhamento das crianças expostas ao HIV, às Hepatites virais, Sífilis, Toxoplasmose e outras infecções de transmissão vertical, até estabelecimento do diagnóstico definitivo, ou procedendo ao tratamento adequado.
Em 2012, novamente o programa passou por reestruturação, denominado como Ambulatório do Bebê de Risco, sendo incluídos na equipe: enfermeira, pediatras, ampliação do número de técnicas de enfermagem e de equipes para avaliação.
Alguns critérios são utilizados para caracterizar os bebês de risco: Baixo peso menor que 2000g, prematuridade (35semanas+6dias), asfixia perinatal e/ou APGAR menor que 6 no primeiro ou quinto minuto, hiperbilirrubinemia com ou sem exsanguineotransfusão, malformações congênitas, cromossomopatias e doenças metabólicas com repercussão clínica, desenvolvimento psicomotor insatisfatório para a faixa etária, mãe com menos de 04 consultas de pré natal, um dos pais com transtorno mental severo, deficiência, doença neurológica, pais com dependência de álcool e outras drogas, hipoglicemia sintomática, problemas neurológicos, macrossomia, hospitalização no período neonatal, doenças graves como meningite, traumatismo craniano e convulsões, alterações no tamanho do PC, desconforto respiratório, RNs de mães com gestação de risco, que apresentem alguma aleração fisiológica no nascimento, síndrome da Aspiração Meconial.
Os bebês no momento da alta hospitalar são encaminhados para as Unidades de Saúde, para vacinação, puericultura e é realizado o agendamento médico através do Portal CROSS, para avaliação no CHI.
Atualmente os bebês passam por avaliação com médica pediatra ou neuropediatra, enfermagem e acompanhamento da equipe interdisciplinar composta por: fonoaudiólogas, psicóloga, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, pedagoga especializada em visão.
Com a equipe interdisciplinar o acompanhamento é trimestral ou com menor frequência quando identificada a necessidade pela equipe, sendo utilizado um protocolo para registro das informações sobre o desenvolvimento e Escala de Desenvolvimento Infantil adaptada pela equipe, baseada na Escala Bayley.
A escala permite tanto uma avaliação quantitativa como qualitativa do comportamento da criança, ou seja, avalia sua atenção, compreensão das orientações, desempenho frente às tarefas e regulação emocional. A forma como a escala é aplicada permite um maior envolvimento dos pais, o que também garante uma situação mais confortável para a criança, além de proporcionar momentos de orientação e aprendizagem para a família. Além da avaliação, a equipe realiza orientações para estimulação do desenvolvimento neuropsicomotor, cuidados com o bebê, importância do vínculo do bebê com a família, da amamentação e do brincar.
Quando a equipe observa desvio no desenvolvimento a criança é direcionada para atendimento de estimulação global semanal individual com o profissional de cada especialidade ou grupo de orientação e estimulação com profissionais da fisioterapia, de acordo com a necessidade, e agendamento de consulta médicas com especialidades: neuropediatra, ortopedista, fisiatra, psiquiatra e de enfermagem imediata caso necessário.
Os bebês serão acompanhados até o desenvolvimento da marcha, início da fala, desenvolvimento visual, auditivo, motor, cognitivo e emocioanal adequados a idade, recebem alta temporária por volta de 1 ano. Até 3 anos de idade os setores de psicologia e de fonoaudiologia chamam a criança para reavaliação. Estando a criança em desenvolvimento satisfatório é dado alta do ambulatório de acompanhamento ao bebê de risco. Caso contrário, será direcionada para o atendimento necessário nos setores.
Em 2019 iniciou-se o plantão de fonoaudiologia para orientação e estímulo à amamentação e alimentação do bebê de risco
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